Com a devida vénia, indico o atalho que permite aceder à deveras importante notícia que o jornal Barlavento deu a conhecer na sua edição de hoje, em texto assinado por Bruno Filipe Pires.. O letreiro vem aumentar de forma inesperada – se assim se pode falar, ainda que de todo ‘inesperado’ não seria, atendendo ao que já se conhece da história romana de Ossonoba – o conhecimento acerca das nobres famílias que, há dois mil anos, ali viveram. Registe-se, a título de exemplo, algo deveras sensacional no quadro da Lusitânia romana ocidental: é que a homenageada, Ânia Avita, é qualificada de C(larissimae) M(emoriae) F(eminae), ou seja, dama de claríssima memória, qualificação exclusiva de membros da ordem senatorial. Se pensarmos que, até ao momento, Ebora (Évora) mantinha o palmarés de ser a cidade desta zona ocidental com maior número de representantes da ordem senatorial – temos de lá memória de uma Canidia Albina, também ela mencionada como C(larissimae) M(emoriae) F(eminae) – Ossonoba (Faro) corre sério risco de vir-lhe a fazer frente! Muito nos congratulamos, obviamente, com esta descoberta, que vem na sequência do que sempre se tem dito: Atenção! O passado romano de Faro está ainda escondido nas paredes das casas e no seu subsolo! José d’Encarnação P. S.: Agradeço ao Doutor Carlos Fabião, curador da nova exposição prevista para o Museu de Faro, a gentileza de prontamente me haver dado conhecimento deste mui singular achado. |
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