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Monumento
funerário de Publius Staius Exoratus |
Peça do Mês de Março Monumento funerário em forma de ara, proveniente das ruínas da ermida
medieval de São Romão, Sintra. Aquando da sua reutiliza [[DIS MAN(ibus)
/ P(ublii) STAI(i) G(aii)
F(ilii) CAL(eria)
EXo/RATI FLA(minis) DIVI / VESP(asiani) ANN(orum) XXXIIII]] «Aos deuses Manes de Publius Staius
Exoratus, filho de Gaius
(Staius, inscrito na tribo) Caleria, flâmine do Divino Vespasiano, de
34 anos de idade.» Refere-se, portanto, à sepultura de um sacerdote do culto imperial,
neste caso do imperador Vespasiano (falecido em 79 d.C.), possuidor de um cognomen – Exoratus – que, aparentemente, aponta para uma origem
norte-africana. O cursus honorum necessário
para que se pudesse atingir esta alta posi Se não tivesse morrido aos 34 anos, Exoratus
poderia ter chegado a flâmine provincial em Augusta
Emerita, a capital da Lusitânia, e mais tarde poderia ainda ter
recebido títulos honoríficos na sua cidade natal, como o flaminato perpétuo.
Enfim, na derradeira etapa da sua vida poderia ter sido agraciado pelo
Imperador com um dos escalões inferiores da Carreira Equestre, o que teria
permitido à sua descendência masculina a progressão imediata a nível de
procuratelas superiores. Infelizmente, a morte de Exoratus aos 34 anos veio interromper abruptamente este
notável percurso político.
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