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- Único ciclo
nacional de música medieval e renascentista
- Programação reflete as épocas áureas do Palácio
- Concertos e
conferências: todas as sextas-feiras e sábados de junho
- Linhas
temáticas: memória árabe, património português, herança cosmopolita franco-flamenga
Sintra, 8 de
abril de 2015 – De 5 a 27 de junho, a Parques de
Sintra e o Divino Sospiro - Centro de Estudos Musicais Setecentistas de Portugal (DS-CEMSP) apresentam o
ciclo de música medieval e renascentista “Reencontros – Memórias
Musicais de um Palácio”, no Palácio Nacional de Sintra (Pátio Central,
Sala dos Cisnes e Sala dos Brasões).
Este ciclo surge integrado na decisão da Parques de Sintra de dinamizar os
Palácios sob sua gestão, e da parceria com o Centro de Estudos Musicais Setecentistas de Portugal. Prende-se também com o
objetivo de preencher uma lacuna ao nível da música medieval e renascentista,
dado que não existe nenhum ciclo musical nacional centrado neste tipo de
repertório.
A programação deste ciclo
relaciona-se com as épocas áureas do Palácio Nacional de Sintra - medieval e
renascentista -, e pretende revisitar o Palácio através da sua memória
musical, recriando o imaginário sonoro que o terá habitado durante o período
em que este era um espaço de eleição
da Família Real Portuguesa. Foram escolhidas três linhas temáticas como fio
condutor e inspirador da programação
não sendo, no entanto, estanque a sua ligação
direta a cada um dos concertos, e acontecendo
várias vezes as mesmas cruzarem-se
e convergirem: a memória árabe, o património musical português e a herança
cosmopolita franco-flamenga.
A memória árabe está presente tanto no património material como imaterial do
Palácio: seja pela sua edificação
num local onde há relatos da existência de um castelo árabe e pelos detalhes
arquitetónicos de inspiração
mudéjar que nos rodeiam ao longo do edifício, quer pela influência no património
artístico da Península Ibérica no qual houve uma natural assimilação
dessa mesma influência e do qual o Palácio terá sido naturalmente palco.
Na música esta presença é visível tanto no repertório sacro como no profano,
como será possível ouvir no programa apresentado pela “Capella Sanctæ
Crucis”. No concerto conjunto de “La Capilla” e Ensemble
“Delgocha”, viajamos a um espaço musical árabe mais longínquo e
alargado, com um encontro entre música da Pérsia e polifonia flamenga.
Os concertos dedicados ao património musical português trazem-nos programas
muito diversificados e abrangentes de entre o repertório deste período, do
qual existe ainda muito a explorar. Apesar da escassez de fontes ser um
entrave ao progresso mais célere deste processo, os agrupamentos presentes
têm sido responsáveis pela
recuperação deste património,
tanto através da execução como
pela investigação e estreita
cooperação com musicólogos que
trabalham estes repertórios. O Ensemble Vocal “Officium”
apresenta um programa daquele que é eventualmente o repertório português mais
conhecido e valorizado, a polifonia renascentista e os “Sete
Lágrimas” revisitam as Cantigas d’amigo de Martim Codax.
A música franco-flamenga medieval e renascentista era uma presença
transversal a todo o espaço erudito Europeu, caracterizando-se pelo seu
cosmopolitismo tanto através da circulação
do repertório como também pela presença de músicos flamengos nas várias
cortes europeias. Portugal não foi exceção,
como sabemos através das poucas fontes sobreviventes. Os concertos do
“Capriccio Stravagante”, do “Tasto Solo” e de
“La Capilla” dão-nos a conhecer algum deste repertório, assim
como também a articulação e
disseminação do mesmo no espaço
europeu.
Horários,
agrupamentos e preços
Os concertos terão lugar todas as sextas-feiras e sábados do mês de junho: às
sextas-feiras haverá um concerto comentado (14h30), uma conferência (20h00) e
um concerto noturno (21h30); aos sábados terá lugar um concerto aperitivo
(12h00) e um concerto noturno (21h30).
Os concertos noturnos (21h30) incluem agrupamentos e artistas nacionais e
internacionais de renome: “Sete Lágrimas”, “Capriccio
Stravagante” (dirigido por Skip Sempé), “La Capilla”,
“Delgocha”, “Officium Ensemble”, “Capela Sanctæ
Crucis”, Guillermo Pérez e “Tasto Solo”.
As conferências, direcionadas para o público em geral, contam com o
musicólogo Manuel Pedro Ferreira, que enquadrará musicalmente o repertório, e
com o historiador da Arte Paulo Almeida Fernandes, que fará uma contextualização com a História do Palácio Nacional de Sintra.
Os concertos comentados e aperitivo são apresentados pela Escola de Música do
Conservatório Nacional e pelo Instituto Gregoriano de Lisboa.
Os concertos noturnos (21h30) têm um custo de 10 Euros, as conferências
(20h00) são de entrada gratuita, e os concertos aperitivo e comentados
implicam a aquisição de bilhete
para o Palácio Nacional de Sintra (que pode ser visitado antes ou depois do
concerto).
Bilhetes à venda nas bilheteiras da Parques de Sintra, online,
na FNAC, Worten, El Corte Inglés, MEO Arena, Media Markt e Postos de Turismo
de Sintra e Cascais. Este ciclo musical é para M/6 anos.
O projeto “Reencontros – Memórias Musicais de um Palácio”,
com direção artística de Diana
Vinagre, é cofinanciado pelo POR Lisboa – Programa Operacional
Regional, conta também com o apoio da Direção-Geral
das Artes, da Escola de Música do Conservatório Nacional e do Instituto
Gregoriano de Lisboa e com a Antena 2 como media partner.
O programa do evento encontra-se em ficheiro anexo.
Sobre o
Centro de Estudos Musicais Setecentistas
de Portugal
O Centro de Estudos Musicais Setecentistas
de Portugal, com sede nas instalações do Palácio Nacional de Queluz, tem como
objetivo principal a promoção e
divulgação do património musical
associado ao Palácio de Queluz, no qual a música ocupou desde sempre um papel
central, e onde foram apresentadas dezenas de serenatas e óperas. Serão realizados,
nas salas do Palácio, concertos, eventos, conferências, simpósios e
colóquios, assim como masterclasses e outras iniciativas que se
propõem estudar e recuperar o tempo e a tradição
de grandes acontecimentos musicais
da época da permanência da Família Real no Palácio de Queluz, contribuindo em
simultâneo para a fruição pública
de uma programação musical de
qualidade e para a afirmação do
Palácio como referência incontornável da nossa herança cultural.
www.divinosospiro.org
Sobre a
Parques de Sintra - Monte da Lua
A Parques de Sintra - Monte da Lua, S.A. (PSML) é uma empresa de capitais
exclusivamente públicos, criada em 2000, no seguimento da classificação pela UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra como
Património da Humanidade. Não recorre ao Orçamento do Estado, pelo que a
recuperação e manutenção do património que gere são asseguradas pelas
receitas de bilheteiras, lojas, cafetarias e aluguer de espaços para eventos.
Em 2014, as áreas sob gestão da PSML (Parque e Palácio Nacional da Pena,
Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz, Chalet da Condessa d’Edla,
Castelo dos Mouros, Palácio e Jardins de Monserrate, Convento dos Capuchos e
Escola Portuguesa de Arte Equestre) receberam aproximadamente 1.928.000
visitas, cerca de 86% das quais
por parte de estrangeiros. Recebeu, em 2013 e 2014, o World Travel Award para
Melhor Empresa em Conservação.
São acionistas da PSML a Direção
Geral do Tesouro e Finanças (que representa o Estado), o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, o Turismo de Portugal
e a Câmara Municipal de Sintra.
www.parquesdesintra.pt ou www.facebook.com/parquesdesintra
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