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Poeta Miguel Torga encerra o ciclo “Sabores da Escrita”
(2014/2015) Casa da Escrita | 26 de junho
| 20h00: conferência “Miguel Torga: o comer e o beber”, por José Ribeiro
Ferreira; 20h30: jantar temático A
próxima sessão integrada no ciclo “Sabores da
Escrita” decorre dia 26 de junho,
na Casa da Escrita e é dedicada a
Miguel Torga, poeta que encerra um conjunto de oito sessões mensais que aliaram
figuras das letras à gastronomia, no biénio 2014/2015. No ano em que a Câmara Municipal de Coimbra evoca os 20 Anos
do desaparecimento do médico/escritor, que viveu em Coimbra e cuja habitação
foi transformada em Casa-Museu, José Ribeiro
Ferreira, Professor Catedrático Jubilado da Universidade de Coimbra,
é convidado a proferir, a partir das 20h00,
a conferência sob o tema “Miguel Torga: o comer e o beber”. A palestra abordará algumas das muitas referências a
refeições, a pratos, comidas e bebidas, em especial, da gastronomia de
Trás-os-Montes, uma vez que a terra natal de Torga é Sabrosa (Vila Real). E,
porque muito tem para dizer a obra torguiana sobre o assunto, serão lembrados
alguns passos dela e deixadas algumas anotações pelo conferencista. À conferência, cuja entrada é livre, seguir-se-á um jantar temático, às 20h30, na Sala
de Jantar da Casa, intercalado com apontamentos cénicos, a cargo da
Bonifrates – Cooperativa de Produções Teatrais e Realizações Culturais. Da
ementa faz parte: Aperitivo Bola transmontana “Linguiça embrulhada em folha de couve” Vinho Branco do Doiro Limonada À mesa Pão de milho Pão de Favaios “Pálio do fumeiro” Torresmos Orelheira Prato Principal Caldo de couves Arroz de carqueja Tinto maduro do Doiro Sobremesa Arroz doce “Naco
de pão de ló ensopado em vinho fino” Chá de Cidreira A ocasião terá, ainda, acompanhamento musical, pelo Grupo de Fados “Lisboa à Noite”, com a
cantora Sara Travassos,
destacando-se, assim, o gosto de Torga pelo Fado, de resto, expresso no
seguinte extracto de “Diário V”: Caldelas, 25 de Setembro de 1949 Voltou a chuva, e o Minho húmido é
pior do que uma esponja. Tive de passar a manhã a ouvir rádio. Fados. Fados em todos os estilos e
sentimentos. Quer queiram, quer não, em arte, o
melhor que Portugal deu na época presente foram fadistas. Nenhum criador se
levantou à altura das nossas cantadeiras. A Maria Teresa de Noronha, a Amália
e a Hermínia Silva são agora o Antero, o Eça e o Oliveira Martins. (Miguel Torga) A participação no jantar temático
requer inscrição prévia, presencialmente, na Casa Municipal da Cultura, à Rua
Pedro Monteiro (informações através do telefone 239 702 630), com o custo de
15,00€/pessoa, e de 7,50€ para crianças dos seis aos doze anos; é de acesso
gratuito a crianças até aos cinco anos de idade. O pagamento será feito no ato
da inscrição, e a sala de jantar tem uma lotação máxima de 50 lugares. A iniciativa, que agora chega ao fim, percorreu as
rotas dos sabores e saberes que os textos de vários autores da literatura
portuguesa e de outras figuras influentes na cultura e na história local nos
oferecem, zelando pelas boas tradições literárias e gastronómicas. Pelo ciclo
“Sabores da Escrita” passaram os seguintes nomes: Almeida Garrett, João José
Cochofel, Eça de Queirós, Infante D. Pedro, Caio Sévio Lupo, Gil Vicente e
Padre António Vieira. A organização destes encontros literários em torno de
jantares temáticos está a cargo da Câmara Municipal de Coimbra, em parceria com
a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, a Faculdade de Letras da
Universidade de Coimbra (mestrado em História da Alimentação: fontes, cultura e
sociedade) e o Projeto DIAITA – Património Alimentar da Lusofonia.
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