Mais dois contributos susceptíveis de trazer luz sobre o acalorado
debate em torno da chamada «Colecção
SEC»:
Do ex-director, David
Santos:
Narrativa de uma colecção e sua relação
com o Museu do Chiado
http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/narrativa-de-uma-coleccao-e-a-sua-relacao-com-o-museu-do-chiado-1701989
Da ex-curadora da exposição no MNA,
Adelaide Ginga:
Quem pode ver a arte comprada com
dinheiro público?
http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/quem-pode-ver-a-arte-comprada-com-o-dinheiro-publico-1702332
E, se me é
permitida uma opinião, de quem não está especificamente dentro do assunto, mas já
anda cá há alguns anos, eu direi:
1º) Causou
engulhos à última hora ter havido uma intervenção
superior, a mudar o que se tinha como ponto definitivamente assente. Não é de
estranhar, porque esse é o procedimento normal
nos tempos que correm: não houve um senhor 1º ministro que, com singelo telefonema,
informou um secretário de Estado de que se considerasse demitido a partir
daquele momento? E um senhor presidente da Câmara, que tem reunião deveras amistosa
e de programação com um dos seus técnicos
superiores, que no dia seguinte é demitido sem qualquer explicação adicional? E, para sermos mais actuais, não
votaram os Gregos «não» e o seu governo não foi obrigado a fazer tudo ao contrário
do que havia sido votado? É a relatividade das coisas,
ao sabor dos interesses dominantes…
2º) Não pode
declarar-se do Museu de Arte Contemporânea
a colecção que veio de Serralves? E
a questão não reside no facto de que Serralves ainda não tivera oportunidade de
se consciencializar acerca do
alcance do anterior despacho? (Estou a perguntar, sublinhe-se).
J.
d’E.