Também tínhamos perguntado na Lista Museum sobre todas aquelas coisas (tantas que até se perdem de vista) que o atual Programa do XXI Governo Constitucional faz o Estado prometer na legislatura que se iniciou. E muitas mais lá se poderiam pôr, se o desejo fosse um arbítrio sem limites quando se trata da «responsabilidade Pública» (isto é, de gastar aquilo que não é nosso). Mas o Artigo de Luís Raposo levanta outro problema, que talvez ultrapasse os limites do razoável e do ético. E queira que não seja um indicador do triste estado da relação entre o que a Política costuma prometer e o que as Pessoas estão habituadas a confiar (e, sinceramente, faço votos para que não seja). Ora, se a memória não me atraiçoa, o primeiro Conselho de Ministros ocorreu em 27nov2015, do qual saiu o texto definitivo do Programa (Cultura) que foi aprovado na Assembleia da República. Estarei enganado? Logo, os Srs. Ministros tiveram a oportunidade nesse dia 27/11/2015 de corrigirem, ou de não estarem de acordo, com aquilo que o XXI Governo Constitucional prometeu aos Eleitores/as. Assim sendo, ao ouvirmos o áspero queixume do Sr. Ministro da Cultura na praça pública após essa data… o que inferir? De que já tinha a certeza que as promessas não eram para cumprir porque exigiam mais dinheiro do que aquele que sabia que o Orçamento permite? Vai culpar o Sr. Primeiro-ministro ou o Sr. Ministro das Finanças pelo incumprido, mesmo antes de começar a governar? Aceitou governar sabendo disso? Não foi o Ministro que fez o Programa? Logo, não será legítimo perguntar publicamente: E a Cultura? E a confiança de quem acreditou? Qual é de facto o Programa e as Medidas que são para cumprir? Ora… não é, no mínimo, legítimo perguntar? Pedro Manuel-Cardoso |
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