| Felicito o Dr. Agostinho pelo entusiasmo e alegria com que organizou as importantísssimas celebrações do Museu viseense, tendo podido testemunhar a qualidade das iniciativas promovidas, o empenho sintonizado dos seus colaboradores, e a activa participação das forças vivas da terra e da população em geral na programação celebrativa ao longo do ano passado.
Parabéns Dr. Agostinho e Obrigada! Catarina Valença GonçalvesFounder & CEOspira.pt
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Um forte e solidário abraço para o Dr. Agostinho Ribeiro ! Quem se destaca da mediocridade e da subserviência geral ao poder continua a ser penalizado, nesta pseudo democracia em que vivemos ! José Morais Arnaud No dia 18/01/2017, às 10:13, pedropereiraleite@ces.uc.pt escreveu: Agostinho Ribeiro Diretor do Museu Nacional Grão Vasco deixou-nos esta carta pública de despedida no momento em que cessa funções.
Por tudo o que fez e à sua equipa ficamos gratos pela sua lição como profissionais de museus. Bem-haja !
"Agradecimento público, especialmente a Viseu. Por não ter sido renovada a minha comissão de serviço como diretor do MNGV tenho sido merecedor de muitas manifestações de apoio, tanto aqui na página do facebook como através de inúmeras mensagens e telefonemas que me fizeram chegar ao longo dos últimos tempos, o que muito me honra e sensibiliza. Confesso que estou completamente desvanecido, e também muito agradavelmente surpreendido com tamanha e tão diversificada demonstração de apoio, amizade e reconhecimento, ficando sem palavras para a todos expressar a minha enorme gratidão por tão encomiástica atitude. Estas manifestações de apoio atingiram o seu ponto mais elevado de cidadania, em Viseu, face às decisões unânimes tomadas na Assembleia Municipal e na Câmara Municipal de Viseu, (que me confidenciam ser histórica), em resultado da informação prestada pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal, solicitando a minha recondução no exercício destas funções. A Assembleia Municipal de Viseu endereçou ao Senhor Ministro da Cultura uma carta subscrita pela respetiva Mesa e todos os Grupos Parlamentares com assento na Assembleia, pedindo a minha recondução, no que foi replicado pela Câmara Municipal de Viseu, também por unanimidade. Acrescem idênticas tomadas de posição de algumas entidades públicas, como a Região de Turismo Centro de Portugal e a Junta de Freguesia de Viseu, bem como de várias personalidades e entidades viseenses, e não viseenses, que me reservo aqui de enunciar, o que me impõe o gratificante dever de a todos agradecer, profundamente emocionado, pelo extraordinário carinho e o solidário reconhecimento pelo trabalho que realizamos nestes últimos anos no nosso Museu Nacional Grão Vasco. Costumo dizer que as terras são grandes, quando grandes são as suas mulheres e os seus homens, instituições e entidades, e uma das caraterísticas que melhor define a grandeza de uma terra e das suas gentes é, sem dúvida alguma, a superior e elevada capacidade que têm de reconhecer quem a ela se dedica com devoção e empenho. Viseu é uma Grande Terra, e eu não poderia estar mais feliz e reconhecido do que estou, face a esta histórica, extraordinária e singular prova de apoio com que a cidadania viseense me decidiu brindar e honrar! Assim, agradeço às entidades e pessoas que estiveram connosco envolvidas, (mais de 30 entidades envolvidas, 55 membros da Comissão de Honra do Centenário e 10 membros da respetiva Comissão Organizadora), apoiando e colaborando positivamente nas atividades museológicas, académicas, artísticas e sociais deste museu, em múltiplos projetos realizados ao longo dos últimos três anos em que tive o privilégio de o dirigir, e desejo profundamente que seja dada continuidade à afirmação e visibilidade cada vez maior do nosso Museu. Ao longo destes três anos alargamos e aprofundamos as nossas relações institucionais com praticamente todas as instituições e entidades públicas, e muitas privadas, da sociedade viseense, alcançamos a designação de museu nacional e comemoramos, de forma que nos pareceu muito digna, diversificada nas áreas temáticas e plural nos públicos a atingir, o Centenário da Fundação do Museu Nacional Grão Vasco. Para além das inúmeras realizações performativas, graças às parcerias estabelecidas (teatro, música, dança e múltiplos eventos de caraterísticas mistas) que se destinaram a celebrar festivamente o centenário, organizamos uma série de encontros e conferências temáticas, abordando questões muito diversas da cultura, património, museologia, arte e cidadania, e apresentamos ao público uma rica e diversificada programação de exposições temporárias, tanto no museu como fora dele, para assim darmos maior visibilidade e valor ao património artístico que se encontra sob nossa responsabilidade tutelar. Em gratificante parceria com o Departamento de Obras da DGPC, resolvemos alguns problemas estruturais com que o edifício se debatia: impermeabilizando o interior do Paço dos Três Escalões; recuperando os vãos do edifício que denotavam o efeito de degradação produzida pelas condições atmosféricas adversas; recolocando em funcionamento alguns equipamentos de controlo ambiental que se encontravam inoperacionais; e, finalmente, iniciando um processo de resolução do magno problema do controlo ambiental das salas de exposição do piso 3. Alcançamos também muito bons resultados operacionais, com aumentos significativos em todos os dados mensuráveis da nossa gestão nos últimos três anos, com um crescimento médio anual de 24% nas receitas e de 19% nas entradas, sublinhando-se aqui que no presente ano do centenário este crescimento do número de visitantes atingiu a gratificante percentagem de mais 33% do que o alcançado no ano passado, fixando-se nos 114.568 visitantes em número absoluto de entradas, muito acima dos 100.000 visitantes que tínhamos estabelecido como meta para o centenário. Somos hoje o 5º museu do Estado (DGPC) mais visitado, e o 1º fora de Lisboa. Também por tudo isto temos sido muito agradavelmente surpreendidos com o reconhecimento por este trabalho, e ao Museu Nacional Grão Vasco, por parte de várias entidades e instituições viseenses, às quais estaremos eternamente gratos: Beirão de Mérito Cultural, pela Confraria de Saberes e Sabores Grão Vasco; Prémio Acolhimento Adamastor MGV, pela Associação Cultural Adamastor; Prémio Anim’Arte 2015, Especial Museu Nacional Grão Vasco; Reconhecimento Freguesia de Viseu, pelos 100 anos de existência do MNGV; Menção Honrosa Rotary Clube de Viseu, pelo Centenário do MNGV; Mérito Institucional, na Gala do Comércio 2016, pela Associação Comercial do Distrito de Viseu; para, finalmente, sermos agraciados com a mais elevada distinção institucional de Viseu, a Medalha de Ouro da Cidade de Viseu, 2016, com atribuição do Título de Cidadão Honorário de Viseu, “pelos serviços de excepcional relevância que o Museu prestou ao Concelho de Viseu”. Não podíamos ter recebido maior Honra que esta! Encontrando-me, portanto, com o sentimento claro do dever cumprido, deixo, finalmente, um agradecimento muito especial a toda a equipa do museu, que nos respetivos campos de atuação muito contribuíram para a obtenção dos excelentes resultados alcançados, sobretudo no ano maior do centenário da fundação do museu, cujas comemorações ainda não estão finalizadas, o que está previsto acontecer em março de 2017. Finalizo este meu agradecimento público informando que o ato administrativo em causa, no meu entender, não respeita o Código do Procedimento Administrativo por violar o princípio da igualdade, nem o Estatuto do Pessoal Dirigente da Administração Pública por preterir formalidades essenciais do procedimento legal, e por estas razões fiz uso das prerrogativas que a lei me confere, apresentando em tempo oportuno um recurso hierárquico ao Senhor Ministro da Cultura, a todos evidenciando que seria para mim impossível aceitar qualquer decisão nele contido, por considerá-lo ilegal e, muito mais do que isso, por ser injusto e imoral. (E foi por esta razão que me mantive em relativo silêncio, pedindo desculpa a todos os meus amigos pelo facto de ter evitado fazer, em tempo oportuno, os agradecimentos públicos que a gentileza por todos demonstrada me exigia fazer). Assim, já me escusei a exercer tais funções em regime de gestão corrente e, no mesmo sentido, não serei opositor ao próximo concurso público que irá ser aberto em resultado de tão estranho despacho, por uma questão de ética e de deontologia profissionais, decisão assumida em razão de um imperativo de consciência que não pode ser por mim sonegado, em circunstância alguma. E é por me despedir destas funções de serviço público, enquanto diretor do Museu Nacional Grão Vasco, bem como a título pessoal, que aqui deixo lavrado a todos o meu sentido e emocionado muito obrigado. Agostinho Ribeiro "
Agostinho ! Aqui grito "Estamos juntos!"
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