A Rede Portuguesa de Museus foi criada em 2000. Culminando um trabalho excepcional, que marcou definitivamente a história da Patrimologia (ou «museologia») em Portugal. Um trabalho feito por Pessoas concretas, das quais se destacam os nomes de Clara Frayão Camacho, Joana Sousa Monteiro, e poucos mais.
Hoje debate-se muito o futuro dos Museus (e do Património). Porque o Estado e os Profissionais e Responsáveis sentem que é necessário e urgente fazer uma Reforma. Porque, tal como venho mostrando, aquilo que eram os Objectos, as Coleções, os Documentos, os Critérios da Relevância (logo, da Classificação), mudaram. Arrastando consigo os anteriores fundamentos da gestão patrimonial (ver “Léxico de Patrimologia”; “Equação e Avaliação do Trabalho de Gestão do Património”; “Conceito Heptadimensional de Objeto”, e outras ferramentas). De facto a inércia e a incapacidade dos Serviços da Administração Pública para realizarem essa Reforma é, infelizmente, evidente. Paradoxalmente foi no seio do Estado, no final dos anos-1990 e início de 2000, que essas soluções foram possíveis de gizar. Com a RPM (em 2000) foram construídos os alicerces que permitem fazer a Reforma que hoje se exige. Assim sendo, as perguntas que se devem fazer talvez sejam as seguintes:
Em vez de se procurarem soluções para o futuro na estratosfera, talvez devessem olhar para o que está ao redor, nos baús que estão na sala onde estão sentados hoje, aí mesmo, em frente dos olhos. Pedro Manuel-Cardoso |
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