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Aproxima-se, a uma velocidade vertiginosa, há uma década inimaginável, a efetiva possibilidade de
fazer e refazer toda e qualquer materialidade composta por átomos. Aquilo que era uma história da ficção, e que jamais se tornaria possível, está a acontecer. A imaginação (o
Impronuncialismo) antecedeu a Realidade. Trata-se de ser possível fabricar todos os materiais e substâncias que constam da
Tabela Periódica, e respetivas combinatórias e permutações (desde a água ao ouro; desde o gasoso ao líquido ao plasma e ao sólido; das células aos tecidos e aos órgãos, e assim por diante desde que sejam átomos e moléculas os tijolos da construção/reconstrução).
O valor patrimonial e económico daquilo que serve hoje de referência à Riqueza (e ao dinheiro/troca) alterar-se-á, tal como ocorreu no
Passado em momentos de igual mudança Técnica. Os grandes cofres e edifícios que são hoje construídos para guardar os ditos “grandes tesouros” passarão, metaforicamente, a ser simples «armazéns de papiros ou de sacos de pimenta». Porque o que albergam
serão coisas vulgares, repetidas, e não raras. Não apenas por causa da proliferação vinda de outros planetas, mas também devido à reconstrução molecular e atómica.
Esta mudança civilizacional está a alterar no
Presente os conceitos de Real (Realidade/Objeto), Património (Relevância),
Arte (o conceito de Fazer e de Obra) e Ser-humano (o corpo/suporte; aquilo que efetivamente se reproduz e transmite às gerações seguintes / a memória e a codificação artificial).
Esta mudança exige uma nova Cartografia e Reconceptualização. Uma necessidade idêntica, e exatamente pelo mesmo motivo, que as outras que ocorreram com o
Organon de Aristóteles ou com o Iluminismo do séc. XVII.
Neste Debate haverá duas oficinas experimentais dedicadas ao
conceito de Ser-humano e Pessoa (J. Locke, 1690, I. Kant, 1797, C. Darwin, 1859,
NASA, 2013, 2016) e ao conceito de Transmissão do Património (“Léxico de Patrimologia”, 2015).
É para esse Debate que este
Encontro entre Colegas se destina.
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