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[Museum] UM MUSEU PARA QUÊ? E o direito à Singularidade e à Não-Miscigenação, como estratégia para a salvaguarda da Diversidade?

Subject :   [Museum] UM MUSEU PARA QUÊ? E o direito à Singularidade e à Não-Miscigenação, como estratégia para a salvaguarda da Diversidade?
From :   Pedro Pereira <pedropereiraoffic@outlook.com>
Date :   Mon, 14 May 2018 14:50:59 +0000

 

            O Debate sobre o tal Museu parece estar viva e para durar. Felizmente.

            Um Museu para quê? E o direito à Singularidade e à Não-Miscigenação, como estratégia de salvaguarda da Diversidade?

 

            Em nome de que ditadura já não nos é permitido, nem possível, ter um jardim de flores apenas lilases? Porque tem que ser multicolor…. obrigatoriamente? Porque a atual ditadura da miscigenação e do multiculturalismo nos retirou a Liberdade de apenas podermos ser lilases, e os outros da cor que quiserem? Porque temos obrigatoriamente que ser uma mistura sem um Singularidade, submetida a essa terrível prisão da Miscigenação/Interculturalidade/Unificação? Não há espaço de sobra para sermos as três coisas: o misturado, o não-misturado, e o trans-misturado? Não é terrível a perpetração que essa atual ideologia nos está a fazer?

            Essa ideologia Unionista e Unificadora, que se auto-intitula de “todos Diferentes, desde que todos Iguais”, vem de onde? Vem da direita, do tal consumidor universal idealizado pelo capitalismo neo-liberal e consumista? Ou vem da esquerda, do marxismo comunista das uniões e unicidades em que é o Diretório que manda em tudo? Vem do alto, do divino; ou do baixo, do laico?

            Porque a Natureza optou pela Diversidade, em vez de optar por essa coisa de «diferenças desde que submetidas a uma Unidade Intercultural Miscigenada»? Essas duas ideologias, aparentemente opostas, não são a luta pela mesma Unidade Ditatorial? Porque as árvores não são todas eucaliptos, os pássaros todos abutres, os peixes todos chernes, as células todas procariotes, e os átomos todos de hidrogénio, etc.? Já não podemos ser Portuguesxs, sem estar submetidos a uma qualquer ideologia Unionista Intercultural e Miscigenada? Já não podemos ser Portuguesxs, porque há uma ideologia vigente, em nome da qual, se permitem alcunhar-nos de «nacionalistas, populistas», e outros vitupérios? Qual é o medo e a ansiedade de adjetivar de «Português» aquilo que se fez, ou se quer fazer? Não existem mais planetas, e até galáxias, do que os atuais 7 mil milhões de H. sapiens sapiens? Não há espaço para todas as possibilidades, para todas as autonomias, para todas as Singularidades? Porque nos querem retirar a Liberdade e a Diversidade, escondendo nas mesmas palavras o intuito oposto? Porque apenas permitem a Diversidade desde que submetida a uma qualquer Unidade (dita «miscigenação», «inter-qualquer coisa» como disseram Habermas ou Rawls, ou outra)? Porque não permitem que a Diversidade e a Singularidade sejam – sem a obrigatoriedade dessa prisão da União/Unicidade/Miscigenação/Interculturalidade?

            Porque impedem Museus desses?

            Porque impedem esses dois Museus? O Museu para/da Singularidade Portuguesa (o dos Descobrimentos Portugueses) e o outro (o Museu da História de Portugal). Ambos não seriam não-neutrais, transformadores, insolúveis, indecomponíveis e intemporais?

 

            Ora, sobre os Debates, também houve uma mudança. Concretamente, no método de os fazer.

            Atualmente já é possível fazê-los em Rede (WWW).

            Então, porque se teima em fazê-los como antigamente? Porque é necessário picar o ponto nalgum território (ou diretório), ou passar o crivo da sensibilidade de algum porteiro ou seita/grupo/associação/estatuto? Porque é necessário levar até um local geográfico o robot molecular-proteico (dito «corpo»), se o Debate não de faz com os pés nem com as unhas das mãos?

 

            Algures, enquanto se faz este Debate, os mesmos (sempre os mesmos) preparam à socapa da Democracia e do escrutínio público, todo o cozinhado. Que sairá formatado (plug and plug), para ser feito por eles (pela relação endogâmica de uns poucos), e apenas por eles. E disso dirão que, até, houve um (passo a citar) “amplo Debate” e cumpriram a “lei em vigor”, incluindo o IVA.

            Não será assim?

 

            O Museu da História de Portugal e o Museu dos Descobrimentos Portugueses não são um par inseparável da dança intemporal da Identidade Portuguesa? Daquele sentido de posicionamento e localização no Mundo que referi a propósito da Gestualidade na mensagem “Ainda sobre o valor patrimonial da Gestualidade”.

 

            Em anexo, para a tal viagem migratória da interculturalidade e da miscigenação, junto um vídeo https://www.youtube.com/watch?v=CJdT6QcSbQ0

 

Pedro Manuel-Cardoso

 

 





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