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Perdoar-se-me-á
se ouso sugerir uma leitura que aparentemente nada terá a ver nem com
Arqueologia, nem com Património Cultural ou Museologia nem com História de Portugal.
É que eu acho que esse ‘nada-ter-a-ver’ é mesmo isso: aparente. A quase maioria dos membros
destas três listas foi – ou é ainda – professor ou reconhece que foram os
professores – uns mais do que outros, naturalmente – que os encaminharam para o
exercício da profissão em que hoje estão. Também eu, professor, me confesso! Também
eu, se não fosse professor, tinha que… ser professor! E sinto-me realizado quando,
hoje, alguns dos meus alunos de há 40 ou mais anos, ao reencontrarem-me no facebook, me ‘falam’ com saudade do que eram
as nossas aulas. Percorreu-se um caminho; continuo a percorrer esse caminho, porque
essa é a minha voca Por
isso, perdoem-me, sugiro que se leia até ao fim o depoimento de Paula Coelho
Pais. A ver se os promotores dessas ignomínias – que chegaram aonde chegaram porque
houve professores que os ensinaram!... – põem a mão na consciência e rapidamente
travam às quatro rodas. É urgente que travem! Se não querem vir a ser
cilindrados depois! José d’Encarna
Professor |
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