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Os
Colegas do
IFR (Institute for Field Research/Los Angeles), Ran Boytner, Danny Zborover, Miriam Bar-Zemer, Moriah McKenna)
enviaram o desejo de um Bom Novo Ano de 2019… regressando a uma frase de um autor que começa novamente a merecer atenção.
Escreveram:
"«The scientist is not a person who gives the right answers, [they are] the one who asks the right questions» (Claude
Levi-Strauss). Our is to explore new research angles and dig deeper than we ever have before” (IFRarchaeology).
Depois de ter sido posto de lado, primeiro, pelos
Annales de L. Febvre, M. Bloch, Le Goff, F. Braudel, P. Nora. B. Lepetit (aqui foi copiado por V. Magalhães Godinho, e outros) reduzindo o Ser-humano a um autómato economicista e historicista; depois pelo
Interpretativismo de C. Geertz; e a seguir, pelo Relativismo Cultural de J. Clifford, G. Marcus, M. Fischer, Ph. Descola, B. Latour, e outros.
Uma destituição apressada do
Estruturalismo que, infelizmente, infectou os programas curriculares das ditas «ciências sociais e humanas» das nossas universidades nos últimos quarenta anos. Os professores de biologia e de etologia humana foram expulsos dos
curriculae, ficando apenas essa fantasia interpretativista de fácil acesso e pouco esforço (basta inventar, escrever bem, e dar umas passeatas a uns sítios a que chamam “trabalho-de-campo”). A “incredulidade perante as metanarrativas” de Lyotard
tudo justifica.
Foi triste. Fizeram desaparecer os cientistas.
Uma crítica que J. Monaghan e P. Just tiveram a coragem de fazer em 2000, na Universidade de Oxford. E que só dez anos mais tarde produziu algum efeito, por exemplo, no Seminário
da Wenner-Gren Foundation em 2010 (Beyond Symbolism and Language, Current Anthropology, vol. 51, Sup. 1, June 2010).
Talvez estes sinais façam recuperar o tempo perdido.
A
Vida (“o tal sistema químico autónomo com capacidade de adaptação, gerado por auto-catálise e auto-organização, dotado de finalidade”) não perdoa os desígnios militantes dos que usam a ciência e o conhecimento para fazerem Política nas universidades.
Em quase todas, esses departamentos transformaram-se em sedes de partidos e facções políticas, ou de seitas sexistas (o
Ser-humano não tem género, nem nunca teve). É uma forma de se subsidiarem à conta dos contribuintes, e de degenerarem o avanço no conhecimento.
Este
mea culpa do IFRarchaeology, sobretudo vindo da Califórnia e do território estadunidense, é um bom pronúncio para 2019.
O
Ser-humano é uma construção colectiva que há-de ser, … se forem capazes.
Pedro Manuel-Cardoso |
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