Lista museum

Mensagem

[Museum] O Império Sombra português no Sião: uma ideia de fraternidade universal.

To :   museum <museum@ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] O Império Sombra português no Sião: uma ideia de fraternidade universal.
From :   Pedro Pereira <pedropereiraoffic@outlook.com>
Date :   Sat, 5 Oct 2019 20:17:20 +0000

 

Uma exposição que contribui para o estudo antropológico da diáspora portuguesa. Concretamente, para o conhecimento da miscigenação e genética protagonizada pelos portugueses no Sudeste Asiático (Myanmar/Tailândia). Os designados Protukét.

Refiro-me à interessantíssima exposição organizada por António Luís de Vasconcelos Cunha Faria no Museu Oriente, intitulada “Império Invisível e a fotografia no Sião – Francis Chit e Joaquim António” (27out a 24nov 2019). Que junta aos seus, os textos de Miguel Castelo-Branco: «A época de ouro dos Protukét do Sião», in “Das partes do Sião. Exposição Comemorativa do 500º Aniversário das Relações Luso-Tailandesas”. Lisboa: Instituto Diplomático: Biblioteca Nacional de Portugal, 2011.

1. The Portuguese "SHADOW EMPIRE" (another scholar called it "INFORMAL EMPIRE") located in Southeast Asian (16th and 17th centuries). Such an invisible empire was everywhere and nowhere at all, it was not regarded as such by its members or by the peoples they welcomed…

2 … and yet, it worked like a powerful clientele network bound by affects and the defense of a certain IDEA OF UNIVERSAL FRATERNITY very similar to the resistance culture, stubborn but inaudible, of the Jewish diaspora.

3. It had been neither purchased, nor conquered by arms, nor financed by Goa or Lisbon, but gradually and peacefully populated by soldiers retired from active duty, as well as by adventurers and fugitives. They married, settled down and stayed.

4. However, unlike Jews and Armenians, (….) the mestizo Protukét lusotopia identified with a State present in the Asian continent (PORTUGAL), being tied to it by vague but powerful bonds of cultural and linguistic, but mainly religious, loyalty.”

 

Aqui está um bom exemplo de como gerir museus com competência, apenas com os recursos disponíveis.

Para o debate sobre a Gestão dos Museus (e do Património), nas aulas dos cursos de mestrado e doutoramento em museologia, começava por pedir aos alunxs que respondessem à pergunta que Rui Vilar fez em 1997:

“Há muitas definições de gestão, mas gerir será sempre organizar e conduzir a combinação de meios (terrenos, edifícios, equipamentos) humanos, financeiros e técnicos (know how, patentes) com vista à realização de determinados fins (a produção de bens ou serviços). (...) Sendo os meios escassos e apenas parcialmente substituíveis entre si (o trabalho dos homens pode substituir-se parcialmente pelo das máquinas), gerir significa, também, procurar a combinação que permita o melhor resultado possível para uma dada quantidade e qualidade dos meios disponíveis. (...) É altura de perguntar o que é igual e o que é diferente (se diferença existe) na gestão das organizações culturais? O que acrescenta, elimina ou modifica o «fim» cultural face ao empresarial, beneficente, cívico, religioso ou outro? Gerir é sempre gerir. E poderia terminar aqui a minha intervenção.” (Rui Vilar, 1997:11 – ex-Presidente da Caixa Geral de Depósitos; ex-Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian).

 

Pedro Manuel-Cardoso

 

 





Mensagem anterior por data: [Museum] Reforma da Política Pública de Património. Gestão e Competência. Próxima mensagem por data: [Museum] Arquétipo, o tema da próxima Biblos!
Mensagem anterior por assunto: [Museum] O FUTURO DA LÍNGUA PORTUGUESA. Qual o caminho correto para a sua preservação enquanto Património? (IV) Próxima mensagem por assunto: [Museum] O incómodo (ocorrido na Exposição "Cérebro" da F.C.Gulbenkian)