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Várias vezes, aqui, na Lista Museum, tenho chamado a atenção para a mudança que está a ocorrer no conceito de “OBJECTO”. E, como ela, interfere no conceito de “Objecto Patrimonial”
(Património).
A primeira vez, julgo, foi há 8 ou 9 anos, quando formulei o “conceito heptadimensional de Objecto”, mostrando as sete fases do processo de passagem da “materialidade” para a “imaterialidade” (e vice-versa).
As duas últimas vezes, foram as mensagens enviadas: em 10abril2019 (“O Objecto Patrimonial para além da Linguagem, da Representação, e dos sistemas Simbólicos”) e, em 16jun2019 (“O Objecto em Património: os limites da Evidência humana”).
Um novo acontecimento científico (20dez2019) veio corroborar a pertinência desta questão.
Em Harvard, Kang-Kuen Ni, conseguiu reduzir a velocidade de reação entre duas moléculas, através de uma temperatura próxima dos 500 nanokelvin (alguns milhões de graus abaixo do zero absoluto). Essas reações,
até ao momento, eram impossíveis de “ver”, pois ocorriam na escala dos “picosegundos” (milhares de biliões de segundo). Agora, foram vistas na escala dos “microssegundos” (milhões de segundos).
Este extraordinário acontecimento científico (provavelmente candidato a
prémio Nobel em 2020) vem revolucionar o actual conceito de Objeto. Permite, finalmente, descrevê-lo e calculá-lo. Permite visualizarmos como dos átomos se formam moléculas (como daquilo a que chamamos “física” se passou para aquilo a que chamamos
“biologia”).
Estes acontecimentos dão pertinência ao debate sobre “o Objecto em Património” que propusemos (ver mensagem
Lista Museum de 16jun2019).
Pedro Manuel-Cardoso |
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