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From: isabelvictor150@hotmail.com To: mjmonge@gmail.com Cara Maria de Jesus Monge Concordo inteiramente consigo. Existem em Portugal alguns estudos publicados e dissertações de mestrado já defendidas, em fase de publicação nos Cadernos de Sociomuseologia - ULHT, que abordam as potencialidades da aplicação das ferramentas da Gestão da Qualidade aos Museus e estudos exploratórios sobre práticas de melhoria e avaliação continuada em museus estrangeiros, com experiência comprovada nestes domínios, como é o caso de Inglaterra, nomeadamente a utilização de ferramentas www.inspiringlearningforall.gov.uk que procurámos experimentar, comparar e medir (no ambito de exercício académico) que envolveu as equipas dos serviços educativos de quatro museus portugueses de diferentes escalas, vocações e tutelas. Este é um tema central no mundo das organizações, largamente discutido, que só agora está a chegar ao mundo dos museus, talvez porque só agora os museus ganharam uma centralidade política (de poder e de contra - poder), ampla e transversal, que antes não lhe era reconhecida. Voltando à questão dos gestores para os Museus e não querendo, de forma alguma, substimar a competênca do ISCTE para formar os tais cinco gestores que o ministério para lá vai enviar, voltamos a reafirmar que os problemas dos museus, o seu sentido (a sua razão de ser na sociedade), problema central a ser questionado, não se resolve com super Gestores. Devemos aprender com os erros cometidos noutros sectores da sociedade (hospitais, Escolas, etc) em que estas fórmulas deram maus resultados e provocaram grande desmotivação. O aprendizado do erro e a capacidade de mudar o que está mal, movendo os recursos disponíveis, gerando poder, formando as pessoas, questionando a missão dos museus, os seus valores, a sua visão, são os fundamentos de uma gestão sustentável e um dos primados da Gestão da Qualidade. Penso que não nos podemos afastar do espírito da coisa ... Os Museus têm uma fortíssima razão de ser no mundo actual (reunindo esforços e gerando pensamento em torno das identidades, memórias, liberdade, direitos humanos, cidadanias, expressões, ambiente, culturas) mas para tal terão que se centrar num dos processos-chave da Qualidade que é a participação. Têm que ser exemplares na forma como tratam as pessoas, como respondem ás necessidades e expectativas dos cidadãos-clientes, incluindo os próprios trabalhadores dos museus, seus colaboradores, amigos e parceiros. Saudações Isabel Victor > Date: Wed, 10 Dec 2008 17:20:37 +0000 > From: mjmonge@gmail.com > To: isabelvictor150@hotmail.com; mariavlachou@sapo.pt > Subject: Re: [Museum] FW: RE: Não. Não é de "GESTORES" que os museus precisam ! O que faz falta é ... > > Li atentamente os textos e, sendo uma questão com que não estou > familiarizada mas me parece de grande actualidade e pertinência, creio > que estaria na altura de sugerir às instituições de ensino na àrea da > Museologia a necessidade de desenvolver estas competências. > Maria de Jesus Monge > > 2008/12/10 Isabel Victor <isabelvictor150@hotmail.com>: > > > > > > ________________________________ > > From: isabelvictor150@hotmail.com > > To: mariavlachou@sapo.pt > > Subject: RE: [Museum] RE: Não. Não é de "GESTORES" que os museus precisam ! > > O que faz falta é ... > > Date: Wed, 10 Dec 2008 16:11:22 +0000 > > > > Cara Maria Vlachou > > > > Agradeço o pronto e atento comentário que me dirigiu. Este tema inquieta-me > > porque penso que esta é realmente uma questão primordial para os museus. > > Esta abordagem, tipo miragem, inquietou-me muito. Poderíamos estar hoje num > > outro patamar em termos organizacionais se tivesse havido investimento na > > formação de equipas na area da Gestão da Qualidade em museus. Eu prefiro não > > falar em gestores mas sim em lideranças ... > > parece-me uma categoria mais ajustada ao fazer museológico e a que melhor > > serve os museus e os cidadãos-clientes dos serviços por estes prestados. > > Na minha perspectiva, o caracter processual da Museologia, implica equipas > > interdisciplinares, parcerias assentes em projectos no terreno e visíveis > > lideranças que nada têm a ver com uma ideia redutora de Gestor, desfazada > > do sentido contemporâneo de museu. O sistemas da Gestão da Qualidade apontam > > para processos de melhoria contínua que promovem (acima de tudo) a > > satisfação das pessoas e a valorização do conhecimento por elas gerado. Nos > > Museus, que usam este nome com a responsabilidade social e inscrevem na sua > > missão a palavra INCLUSÃO, faz todo o sentido não deixar ninguém de fora e > > trabalhar a diversidade. Senão, que sentido faria existirem museus ? Temos > > exemplos (maus exemplos, diga-se) deste tipo de in.digestões baseadas em > > super gestores. Precisamos é de equipas multidisciplinares e de lideranças > > responsáveis. Precisamos de uma revolução na cultura. > > > > (Sugiro a criação de um grupo piloto transversal, que inclua museus de > > diferentes escalas, vocações e tutelas, para discussão deste tema, partindo > > do seguinte desafio: o que é Qualidade em museus ? ) > > > > > > > > > > > > Abraço > > > > isabel victor > > > > > > ________________________________ > > Date: Wed, 10 Dec 2008 15:11:43 +0000 > > From: mariavlachou@sapo.pt > > To: isabelvictor150@hotmail.com > > Subject: Re: [Museum] RE: Não. Não é de "GESTORES" que os museus precisam ! > > O que faz falta é ... > > > > > > Cara Isabel, > > > > Completamente de acordo com tudo o que diz. No entanto, a quem é que cabe > > dirigir um processo desses? Não será essa umas das funções do gestor? > > > > Bjs > > Maria > > > > Citando Isabel Victor <isabelvictor150@hotmail.com>: > > > > Quanto ao tema da Gestão em Museus, há muito que fazer e reflectir. Espero > > que não se cai no mesmo erro que se está a cometer com os > > professores. Parece que se está agora a acordar, de repente, para Gestões e > > " Avaliações " indigestas. Como sempre, atrasados relativamente ao que se > > vai fazendo pelo mundo fora, fomos deixando para trás o investimento > > primordial e GRADUAL na formação. Não é de gestores que os Museus precisam, > > mas sim da implementação URGENTE de Sistemas de Gestão da > > Qualidade. Sucessivos governos portugueses desperdiçaram verbas e/ou > > ignoraram programas europeus que visavam formar pessoas na area da > > Qualidade. Gastaram os dinheiros públicos na sumptuosidade dos edifícios > > (como é o caso do IPQ) e noutras derivas vistosas e agora, por imperativos > > internacionais, temos que fazer tudo à pressa, começando o edifício pelo > > telhado. Se já se tivesse formado toda uma geração para uma outra CULTURA > > organizacional, socialmente responsável e participativa tudo seria agora > > mais lógico e fácil de compreender. Investir na melhoria contínua, na > > identificação dos processos, na Gestão do Conhecimento, num melhor > > desempenho ambiental que inclui naturalmente, a satisfação das pessoas como > > primado de qualquer Sistema de Gestão Qualidade deveriam ser algo já > > perfeitamente interiorizado na nossa sociedade. Dizer-se agora que os Museus > > precisam de gestores sem se fazer todo este caminho parece-me uma falácia. > > Existem estudos sobre este tema, aplicado ao caso dos museus, algum > > pensamento produzido a nível nacional e internacional, porém muito há a > > fazer. A reflexão que temos dedicado ao tema, em meio académico, evidencia a > > imensas lacunas neste campo e a necessidade URGENTE de estudar os museus > > enquanto organizações e o seu impacto na sociedade, em termos de > > sustentabilidade e resultados para os cidadãos, nem sempre traduzíveis em > > produtos e contabilidades de públicos, mas em resultados socialmente úteis. > > Todo este processo exige formação de equipas e intenso trabalho de parcerias > > a que se pode chegar através da implementação de sistemas de Gestão da > > Qualidade em que participam conscientemente todas as pessoas envolvidas. Em > > síntese, o que os museus precisam é de se pensar em termos de organização, > > de caminhar no sentido da Qualidade valorizando as pessoas e os processos de > > mudança. A implementação de Sistemas da Gestão da Qualidade em museus, > > devidamente assessorados e monitorizados é fundamental para o reconhecimento > > da importantíssima função que os museus poderão assumir na sociedade em prol > > do desenvolvimento e da inclusão. > > > > Isabel Victor > > Centro de Estudos de Sociomuseologia da Universidade Lusófona > > > > > > Página sobre a " Qualidade em museus " > > > > > > http://www.museologia-portugal.net/Qualidademuseus/index.html > > > > > > ________________________________ > > From: misabel.luna@gmail.com > > To: museum@ci.uc.pt > > Date: Sat, 6 Dec 2008 01:57:40 +0000 > > Subject: [Museum] Pinto Ribeiro diz que os museus precisam de gestores > > > > > > > > Pinto Ribeiro diz que os museus precisam de gestores > > PÚBLICO - 05.12.2008, Alexandra Prado Coelho > > > > O Ministério da Cultura está aberto à discussão de todo o tipo de modelos de > > gestão dos museus nacionais - público, privado ou misto. "O importante é que > > haja uma gestão competente e rigorosa", disse ontem ao PÚBLICO o ministro da > > Cultura, José António Pinto Ribeiro. > > > > "Muitas das pessoas que gerem museus fazem-no a partir de uma formação de > > conteúdos e não de gestão. Não aprenderam a gerir, mas isso é uma coisa que > > se aprende. É preciso qualificar as pessoas para gerir". Para isso, > > adiantou, o ministério estabeleceu um acordo com o Instituto Superior de > > Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) e vai indicar oito pessoas que > > irão frequentar um curso de pós-graduação para gestão de equipamentos > > culturais e criativos. "Vamos formar gestores." > > > > O ministro reagia assim ao desafio lançado pelo director do Instituto dos > > Museus e da Conservação (IMC), Manuel Bairrão Oleiro, que, num texto na > > revista Museologias.pt, lançado ontem no Museu do Teatro, em Lisboa, pede > > "uma definição clara de qual o efectivo papel que o Estado pretende que os > > museus públicos desempenhem". Definição que, diz Bairrão Oleiro, citado pela > > Lusa, "terá que ser obrigatoriamente acompanhada das condições mínimas para > > que o possam cumprir". > > > > O director do IMC apresenta três modelos de gestão para os museus: a > > privatização total, mantendo-se as colecções como propriedade pública; a > > gestão totalmente pública; ou um apoio continuado do Estado mas com uma > > gestão de acordo com as regras privadas - hipótese que considera "mais > > interessante". > > > > Pinto Ribeiro defende que o Estado tem uma função de serviço público e deve > > "manter, desenvolver e criar" equipamentos culturais. Mas "com modelos > > económicos que permitam a sua sustentação". > > ________________________________ > > Conheça já o Windows Live Spaces, o site de relacionamentos do Messenger! > > Crie já o seu! > > > > ________________________________ > > Veja mapas e encontre as melhores rotas para fugir do trânsito com o Live > > Search Maps! Experimente já! > > ________________________________ > > Notícias direto do New York Times, gols do Lance, videocassetadas e muitos > > outros vídeos no MSN Videos! Confira já! > > _______________________________________________ > > Museum mailing list > > Museum@ci.uc.pt > > http://ml.ci.uc.pt/mailman/listinfo/museum > > > > Conheça já o Windows Live Spaces, o site de relacionamentos do Messenger! Crie já o seu! Conheça já o Windows Live Spaces, o site de relacionamentos do Messenger! Crie já o seu! |
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