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Foi há quase 39 anos, em setembro de 1981, no Centro George Pompidou, que realizámos com Rolf Wilhem Lake e Maria Isabel Tristany a performanc’Art sobre “O Futuro dos Museus”.
Colocámos na sala uma instalação a que chamámos: «anatomia de um objeto de museu». Servimo-nos de dois caixotes de cartão entrelaçados, e de uma escultura eléctrica e sonora. Um «objeto» do qual também nós três, humanos, fizemos parte.
Foi nesse dia que afixámos o
Cartaz de Guy Bleus, a anunciar a exposição em Gent no início do ano seguinte.
Concept Guy Bleus, photography Willy De, Galerij Siegfried de Buck, Kuiperskaai 2, Gent, 14
januari - 5 feburari 1982.
Talvez hoje, novamente, se justifique um debate sobe o mesmo: “O Futuro dos Museus”. Tirando o “man”, e substituindo-o por «ser-humano».
Desde que não se continuem a esconder dois dados novos trazidos pela ciência, e cruciais para esse questionamento: «O ciclo de um objeto na cognição» (a heptadimensionalidade
do objeto patrimonial exige um conceito novo de museu?) e «O modelo antropológico do comportamento humano» (o conhecimento actual sobre o comportamento humano, que transformação provoca naquilo a que se chama
Visitantes?). Pedro Manuel-Cardoso |
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